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A determinação divina é específica e não deixa dúvidas: aquele que pecar, este deve morrer. Se todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, logo sobre todos pesa uma condenação: todos estão sujeitos à morte.
Se a alma que pecar é a que deve morrer, por que Cristo morreu?
A morte de Cristo não é resultado de uma condenação proveniente de Deus. Cristo foi morto, mas porque ele se entregou pela humanidade. Cristo morreu porque Deus amou o mundo "Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores" Rm 5. 8. Cristo morreu em prol da humanidade, e não em lugar da humanidade.
Cristo não foi conquistado pela morte, pois ele não conheceu pecado. Porém, Cristo pelo Espírito Eterno se entregou, imaculado, sem pecado a Deus "Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus..." Hb 9. 14. Por meio do sacrifício voluntário de Cristo se abriu um novo caminho e por ele os homens têm acesso ao Pai.
Deus é justo, visto que todos aqueles que crêem em Cristo participam de sua morte. Todos os que crêem morrem com Cristo! A pena estabelecida se cumpre sobre aqueles que aceitam pela fé o sacrifício de Cristo.
Quando Paulo disse: "...para que ele seja justo...", ele estava cônscio de que ao morrer com Cristo foi cumprido o exigido pela lei. O culpado não foi tido por inocente. A alma que pecou teve a morte, e por isso Paulo diz: "Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado" Rm 6. 6.
Aqueles que crêem em Cristo reconhecem que são pecadores e aceitam a pena estabelecida e tomam a sua própria cruz, e seguem após Cristo, para se conformarem com Cristo na sua morte "E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim" Mt 10. 38. Tal ato por parte do transgressor declara que Deus é justo "E, se a nossa injustiça for causa da justiça de Deus, que diremos? Porventura será Deus injusto, trazendo ira sobre nós?" Rm 3. 4- 5.
Todos aqueles que crêem em Cristo, torna-se participantes da morte de Cristo. Quando o pecador aceita a Cristo como Senhor da sua vida, ele é participante da morte de Cristo, satisfazendo o estabelecido pela justiça divina.
Neste aspecto a morte de Cristo não é substitutiva. Cristo morreu em prol dos pecadores, e não em lugar deles "Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores" Rm 5. 8. Cristo morreu em prol da humanidade, e não em lugar dos pecadores, visto que a pena não pode passar da pessoa do transgressor.
Desta forma, quando o pecador crê em Cristo e morre com ele, a pena prevista não passa da pessoa do transgressor. O homem deve morrer com Cristo "Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo" Jo 6. 51.
A morte de Cristo é substitutiva por não ser necessário ao homem dispor da sua vida em carne. Não é preciso ao homem ser pendurado no madeiro da cruz como Cristo foi. Neste aspecto, Cristo é o cordeiro de Deus.
A justiça de Deus determina que o transgressor não seja tido por inocente, e quando o transgressor crê em Cristo ele assume a sua culpa. A alma que pecar está deve morrer.
Quando o pecador crê em Cristo, morre com Ele. A pena prevista para o transgressor, que é a morte, não passa da pessoa do transgressor: ele realmente morre com Cristo Rm 6. 2.
Desta forma Deus é justo, pois o que estava estabelecido por sua justiça é cabalmente cumprido.
Todos os homens são culpados diante de Deus, e sobre eles está determinada uma pena, a morte.
Deus é Justo, pois o que estava previsto ao pecador ocorre, quando do encontro com Cristo por meio da fé: o pecador morre quando é participante do corpo de Cristo. Este é o novo e vivo caminho instituído por Deus, onde todos os homens têm acesso a Deus Hb 10. 20. |