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Published : November 12, 2008 | Author : crispim
Category : Epístola aos Romanos | Total Views : 69 | Unrated

  
Introdução

Das análises feita à carta de Paulo aos Romanos, verificou-se que, dos capítulos 1, 2 e 3, até o verso 20, o escritor tratou de desfazer a pretensa vantagem dos judeus quanto à salvação. Paulo demonstra argumentativamente, invocando a autoridade das Escrituras Rm 3: 10, que todos os homens estão reféns da condição herdada em Adão "Todos os que sem lei pecaram, sem lei também perecerão, e todos os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados" Rm 2: 12.

Este versículo demonstra que todos os homens, judeus e gentios estão condenados. Os gentios perecerão, e os judeus serão julgados quanto às suas obras segundo a lei. Nenhum homem será justificado, pois ninguém consegue viver para Deus por intermédio da lei Rm 2: 13.

Os versículos 21 à 31 do capítulo 3, retoma a abordagem que teve início nos versículos 16 e 17 do capítulo 1. Observe que a idéia é una nos versículos seguintes: "Não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Pois nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: O Justo viverá da fé (...) Mas agora se manifestou, sem a lei, a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas. Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos {e sobre todos} os que crêem. Não há distinção" Rm 1: 16- 17 e 3: 21- 22.

No capítulo 4, o apóstolo demonstra por meio de exemplos o que foi exposto anteriormente sobre a justificação pela fé, que consta no capítulo 3, dos versos 21 à 31.

Em linhas gerais, Paulo demonstrou que:

  • Jesus é a justiça de Deus manifesta aos homens Rm 3: 21;
  • A justiça de Deus é alcançada pela fé em Jesus Rm 3: 22;
  • A salvação de Deus é para todos os homens, visto que todos pecaram Rm 3: 22- 23;
  • A salvação de Deus livra o homem da condenação (pecado) herdada de Adão, pois em Adão todos pecaram;
  • Os que foram declarados condenados em Adão, por intermédio da redenção em Cristo é declarado justo por graça Rm 3: 24;
  • Para que Deus seja Justo e Justificador, Cristo manifesto é a propiciação do pecado (pela fé no seu sangue), remindo os pecadores. Está é a base da justificação em Cristo;
  • Por intermédio da fé, a lei é estabelecida: não há acepção ou distinção entre os homens diante de Deus.

Após a conclusão Rm 3: 28, Paulo passa a demonstrar evidência da justificação pela fé nos pais da nação judaica.


Antes de prosseguirmos, é preciso esclarecermos duas passagens bíblicas: 

"Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus" (Mateus 5: 20).

É sabido que os fariseus eram uma das mais severas seitas do judaísmo e lideravam um movimento para trazer o povo a submeter-se à lei de Deus. Eles eram extremamente legalistas, formalistas e tradicionalistas. Hoje estes termos são utilizados de maneira pejorativa, mas à época de Cristo, era tida por justa a maneira de viver dos fariseus.

Os fariseus eram uma referência moral, de caráter, de ética e comportamento. Aos olhos dos homens eles eram justos "Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade" (Mateus 23: 28).

Qual justiça Jesus estava recomendando aos seus ouvintes? Qual justiça excede a dos fariseus?

Sabemos que Cristo é a justiça de Deus manifesta aos homens. É Ele a Justiça que excede a justiça dos escribas e fariseus.

Esta justiça é imputada por meio da fé em Cristo, e vem do alto Rm 10: 6.

A justiça divina não se vincula a elementos humanos como comportamento, moral, caráter, sacrifícios, religiosidade, etc.

Da mesma forma que para se ter acesso ao reino de Deus é preciso nascer de novo,  a justiça que ultrapassa a dos escribas e fariseus também decorre do novo nascimento. Enquanto os fariseus e saduceus não conseguiram ser justificados por intermédio das obras da lei, aqueles que crêem em Cristo recebem de Deus poder para serem feitos (criados) filhos de Deus: estes, que são nascidos de semente incorruptível, que é a palavra de Deus, são declarados justo por Deus.

Os fariseus e saduceus jamais seriam justificados por Deus, visto que em Adão já estavam condenados, e as suas obras reprováveis por não serem feitas em Deus Jo 3: 18- 19. Já a nova criatura, é livre da condenação em Adão, e as suas obras são aceitáveis, pois são feitas em Deus Jo 3: 21.

Livre da condenação em Adão, o homem será julgado no tribunal de Cristo. Já os condenados em Adão, ao comparecerem ante o grande Tribunal do Trono Branco, não será justificado, pois as suas obras são trapos de imundície, e não servem para vestes.

Só a justiça providenciada por Deus, por intermédio de Cristo, excede a dos escribas e fariseus. As obras dos escribas e fariseus eram segundo as suas naturezas herdadas de Adão: obras mortas.

"Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada; Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra; E assim os inimigos do homem serão os seus familiares. Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim. E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim. Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á" Mt 10: 32- 39.

Myer Pearlman ao comentar os versículos acima disse: "Esta é a idéia contida nestes versículos: A comunhão com Cristo pode significar separação daqueles que nos são queridos na terra, mas a recompensa será grande (...) É doloroso o repúdio dos familiares, talvez a mais severa tentação que o convertido possa enfrentar" Pearlman, Myer, Mateus, O evangelho do Grande Rei, Ed. CPAD, 1. ed. Rj, 1995, Pág. 75, V.

Jesus realmente recomendou aos seus ouvintes, e a nós, que abandonássemos os nossos familiares? Como entender estes versículos e conciliá-los com o primeiro mandamento com promessa? "Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa" (Efésios 6: 2).

Como entender que o príncipe da paz não veio trazer paz à terra? O príncipe da paz empunha uma espada? Por que Jesus veio semear dissensão entre o homem e o seu pai? Como interpretar essa passagem?

O apóstolo Paulo é categórico quanto à interpretação "As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais" (I Coríntios 2: 13).

A interpretação bíblica não pode ser pautada em sabedoria humana. Ela deve ser estudada através do que o Espírito Santo ensina. Como o Espírito nos ensina? Quando comparamos as coisas espirituais com as espirituais!

Para comparar as coisas espirituais com as espirituais, e ser ensinado pelo Espírito de Deus, devemos nos socorrer da citação bíblica que Cristo faz: "Os inimigos dos homens são os da sua própria casa" Mt 10: 36 e Mq 7: 6b.

O profeta Miquéias sente pena de si mesmo. Miquéias sente-se faminto pela justiça Mq 7: 1. Por que esta fome e sede? Porque não há homem piedoso sobre a face da terra. Ninguém é reto, pois todos se desviaram em Adão Mq 7: 2.

As obras dos ímpios e o mal, ou seja, a árvore produz frutos segundo a sua espécie Mq 7: 3. O melhor dos homens é comparado a um espinho, que se dirá do mais reto? Mq 7: 4. Porém, Miquéias visualiza algo maravilhoso: veio do dia dos seus vigias, ou seja, o dia daqueles que esperavam a visitação de Deus! Mas, o dia da visitação do Messias, também é dia de confusão! Quem haveria de entender as parábolas de Cristo? Mq 7: 4.

Na visitação seria semeada a desconfiança Mq 7: 5. O motivo é evidenciado: o filho despreza o pai; a filha é contra a mãe; a nora e a sogra não têm acordo. Por fim, tudo se resume na frase: "Os inimigos do homem são os da sua própria casa".

Após lermos e interpretarmos estes versículos de Miquéias, passemos ao Novo Testamento.

Quando Jesus cita o pequeno trecho de Miquéias, ele estava anunciando ao povo que a profecia estava se cumprindo ao seus ouvidos. Jesus estava anunciando que ele era o Messias esperado por muitos, e que havia chegado o dia da visitação.

O texto de Miquéias é claro: O Messias não haveria de trazer paz, mas confusão e dissensão Mq 7: 5- 6. Por quê? A mensagem do evangelho demonstra que os injustos vivem para si, e não para Deus. A condição de injustiça dos homens teve origem em Adão, e não em suas ações, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.

Jesus veio por causa dos injustos, ou melhor, daqueles que tem fome e sede de justiça Mq 7: 1. Destes elementos decorre que: Deus jamais haveria de estabelecer comunhão com os filhos da ira, por isso, Cristo não trouxe paz aos homens que habitam a terra. Ele trouxe a espada, que representa morte e justiça. Os ímpios só podem ter contato com a espada, e não com a paz de Cristo.

Ao trazer a espada (justiça e morte) àqueles que têm sede e fome de justiça, Cristo estabelece a dissensão entre os seus familiares. Como? O homem está condenado diante de Deus por causa da filiação de Adão. Os judeus consideravam salvos por serem descendentes de Abraão. Jesus propõe aos seus ouvintes que se desvinculem de seus familiares, ou seja, das suas origens em Adão e da idéia de que eram descendência de Abraão para que se tornasse possível receberem a Cristo.

Da mesma forma que Abraão saiu do meio de sua parentela por fé, só é possível o homem abandonar pai, mãe, irmão e irmã por meio da mesma fé que teve o pai Abraão. Somente desta forma é possível adquirir a filiação divina.

Para ir após Cristo, somente tomando a cruz. Não há como seguir após Cristo até Deus, sem antes o homem ter um encontro com a cruz de Cristo. Na cruz de Cristo o homem corta toda e qualquer relação que tinha antes com o pecado de Adão, ou com a idéia de que é filho de Deus por intermédio da descendência de Adão.

A cruz de Cristo é a espada que traspassa o velho homem que teve origem em Adão. Somente após ter um encontro com Cristo, o homem terá a sua fome e sede de justiça saciadas. Este perde a sua vida terrena, e adquire de Deus uma nova vida, achando-a. É vida abundante!

Aqueles que encontram a nova vida que há em Deus, são aceitos por filhos de Deus e declarados justos.

Isto posto, fica demonstrado que em momento algum Jesus disse para abandonarmos os nossos genitores ou parentes à própria sorte. Antes, Jesus recomenda aos seus ouvintes a honrar pai e mãe, e este é um dos mandamentos de Deus "E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus" (Mateus 15: 6).   

 

1 QUE diremos, pois, ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne?

Esta pergunta de Paulo é totalmente pertinente às questões da salvação em Deus. Os judaizantes alegavam ser salvos por descenderem de Abraão, e isto implicaria em dizer que, Abraão também recebeu algo decorrente de seus pais. O que Abraão alcançou segundo a sua descendência? Nada. Além do mais, ele era descendente de gentios, que por sua vez não tinham o sinal da circuncisão na carne.

Se Abraão tivesse alcançado a justificação segundo a carne (descendência), seria correto afirmar que era possível receber a salvação por ser descendencia de Abraão.

 

2 Porque, se Abraão foi justificado pelas obras, tem de que se gloriar, mas não diante de Deus.

Da mesma forma, caso Abraão pudesse produzir algo (obras) que o justificasse, teria elementos para gloriar-se (jactância), o que era feito pelos judeus Rm 3: 10 e 27. Abraão poderia considerar ser melhor, ou que tinha alguma vantagem quanto à salvação.

Estas considerações decorrente das obras não permite que homem algum se glorie perante Deus. Todos eles somente se gloriam diante de seus semelhantes, e este era o caso dos judeus.

 

3 Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça.

Paulo deixa a sua argumentação de lado e se apóia na autoridade das Escrituras "Creu Abrão no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça" Gn 15: 6. Paulo demonstra através dos textos sagrados que a fé sempre esteve em pauta, quando se faz referência a salvação que procede de Deus.

 

4 Ora, àquele que faz qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida.

Paulo constrói uma nova argumentação: o salário é uma dívida do empregador para com quem trabalha. Não é uma relação segundo a graça, e sim, decorre de dívida. Se a justificação fosse segundo o que os judaizantes anunciavam, Deus teria uma dívida para com Abraão, e não o contrário. Abraão seria credor na relação acima.

 

5 Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça.

Em contra partida, qualquer um que não pratica as coisas da lei (este foi o caso de Abraão), mas crê em Deus que pode justificar 'o ímpio', a fé do crente é imputada por Deus como justiça. Observe que Paulo faz referência a justificação em uma abordagem evangelística, e não teológica.

Na linguagem evangelística é válido argumentos tais como: Deus salva o pecador; Deus justifica o ímpio; Deus perdoa os pecados; etc. Por que é válida esta argumentação? Porque na evangelização é quase impossível utilizar a linguagem teológica acerca da salvação em Cristo.

Observe a frase segundo a visão teológica: "...mas crê naquele que justifica o ímpio...". Ao analisá-la seguindo a idéia do verso seguinte: "Que guarda a beneficência em milhares; que perdoa a iniqüidade, e a transgressão e o pecado; que ao culpado não tem por inocente; que visita a iniqüidade dos pais sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos até à terceira e quarta geração" (Êxodo 34: 7), percebe-se que Deus é justificador, visto que é ele quem perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado. Porém, de modo algum, ele terá o culpado por inocente, ou seja, ele não justifica o ímpio.


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